dulce vai morrer
ao invés de vermes
formigas no túmulo
em tumulto bebem
sua saliva melíflua
bebem o segredo
de seu olho esquerdo
no caos dessa fome
própria para cosmos
por saber-se póstuma
soluções de útero
jamais pressentidas
parir uma filha
cantar o rosário
encontrar o manto
fechar o fadário
no caos dessa fome
formigas preparam
a nua carne núbia
para o sacrifício
dulce de ambrosia
ana de quasares
onde vou estar
quando tu voltares
25/09/2006
Ora pro nobis
PoesiasEletivas · publicado originalmente em 25/09/2006
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