no pico da montanha
onde estao os seus pes
o monge zen
depois de decadas dando voltas em torno de si mesmo
encontra finalmente a maquina do mundo
majestosas e circunspecta
aberta a seu engenho:
"O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste...vê, contempla,
abre teu peito para agasalha-lo."
imergido em satori que transcende
toda a majestade e toda a potencia
o monge chora
por nao ter vivido