PoetasAfins

Poemas e vozes de autores que fizeram companhia ao blog. 60 texto(s) no acervo.

31/12/2009 — PoetasAfins

Soneto Erótico

Soneto erótico encontrado em caderno manuscrito atribulado a Bocage e Pedro José Constâncio.

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31/12/2009 — PoetasAfins

Obrigando-me a ler Rilke

Seleção de poemas traduzidos de Rainer Maria Rilke por Paulo Quintela, Paulo Plínio Abreu e Augusto de Campos.

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31/12/2009 — PoetasAfins

O Cego

Soneto de Jorge Luis Borges sobre a cegueira, a identidade e a passagem do tempo.

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31/12/2009 — PoetasAfins

Noturno

Poema de José Paulo Moreira da Fonseca publicado em 'A tempestade e outros poemas' (1956).

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31/12/2009 — PoetasAfins

Caracol

Poema conciso sobre a paciência e o abrigo do caracol.

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31/12/2009 — PoetasAfins

Araras versáteis

Poema de visões intensas e erotismo visceral de Hilda Hilst.

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31/12/2009 — PoetasAfins

Alfonsina y el mar

Poema e zamba argentina em homenagem à poetisa Alfonsina Storni, autoria de Félix Luna.

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31/12/2009 — PoetasAfins

A Lolita de Machado

Poema de Machado de Assis sobre a transição e o mistério entre a infância e a juventude feminina.

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31/12/2009 — PoetasAfins

A Cópula

Soneto erótico de Manuel Bandeira.

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18/11/2007

Ode - Hilda

Ode descontínua e Remota para Flauta e Oboé, de Ariana para Dioníosio, canção III III A minha Casa é gurdiã do meu corpo E protetora de todas minhas ardências. E transmuta em palavra Paixão e veemência E minha boca se faz fonte de prata Ainda que eu grite à…

Hilda Hilst zeca baleiro ode
17/11/2007

As Meninas dos Jardins

abro a porta vejo a fumaça no asfalto o sol me cega eu sigo em frente encaro o sol deixo meu rastro para trás o dia corre assim veloz o dia corre além de nós e eu vou me desviando das aeronaves que aterrissam a todo instante morrer já não parece novo já não…

Zeca Baleiro meninas jardins eletiva
04/10/2007

Americana

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Celso Borge Zeca Baleiro Vitor Ramil. Fernando Abreu
03/10/2007

O Defunto Amordaçado

...................................................................Para PD O homem não morre mineral. Morto e sem gestos que ele esteja, logo põe-se a exportar a morte: mal a tem, mas já a mercadeja. Por isso é que amarram-lhe a boca, tapam-lhe de algodão as…

Cabral de Melo Neto Agrestes mau cheiro antenas
25/09/2007

Cenas Finais do Segundo Fausto

Enterramento Lêmure (solo) Quem fez esta casa, espaço mesquinho, A golpes de pá e de escavadeira? Lêmure (coro) Hóspede negro, vestido de linho, estais muito bem nesta casa estreita. Lêmure (solo) Ninguém pôs a mesa na sala fria, Nenhuma cadeira na sala…

Fausto Resgate da alma mefistófeles eterno feminino
20/09/2007

Para Selden Rodman, Antologista

Há um contar de si no escolher, no buscar-se entre o que dos outros, entre o que os outros disseram mas que o diz mais que todos (como, em loja de luvas, catar no estoque todo, a luva sósia, essa luva única que o calça só, melhor que os outros). João Cabral…

Selden Rodman Antologia João Cabral
14/09/2007

Lamento do Guardião da Fronteira

Ouça o original: Conteúdo multimídia/interativo do blog original não está disponível neste backup. E leia a tradução: Li T'ai-Po (Tradução de Augusto de Campos via Ezra Pound) Pelo Portão do Norte sopra o vento carregado de areia, Solitário desde a origem do…

Li T'ai-Po Rihaku ezra pound
11/09/2007

O Menino da Sua Mãe

Ouça o poema na voz de Paulo Autran: Conteúdo multimídia/interativo do blog original não está disponível neste backup. No plaino abandonado Que a morna brisa aquece, De balas traspassado – Duas, de lado a lado –, Jaz morto, e arrefece. Raia-lhe a farda o…

Fernando Pessoa Paulo Autran Menino Morto Mãe
08/09/2007

Aos Emudecidos

Oh, a loucura da grande Cidade, quando, à noite, junto ao muro negro, aleijadas árvores se erguem boquiabertas, e, por uma máscara de prata, o Espírito do Mal se ri; a luz, com flagelo magnético, a pétrea noite expulsa. oh, o submerso dobrar dos sinos pelo…

George Trakl os emudecidos
03/09/2007

Maria Diamba

Para não apanhar mais falou que sabia fazer bolos: virou cozinha. Foi outras coisas para que tinha jeito. Não falou mais: Viram que sabia fazer tudo, até molecas para a Casa-Grande. Depois falou só, só diante da ventania que ainda vem do Sudão; falou que…

Jorge de Lima Negra
30/08/2007

Receita

Tome a palavra suja, “cabeluda” e com c'aspas, essa que tem açúcar no sangue, e sobre taxa. Tome a que, sendo escrava da tribo e do tributo, mostra o corpo as marcas de lacre, logro e lucro. Pode ser a de baixo calão, a manteúda, como opção, como cágado, essa…

Gilberto de Mendonça Teles Palavras Gula
26/08/2007

Amor – Pois Que É Palavra Essencial.

Amor – pois que é palavra essencial comece esta canção e toda a envolva. Amor guie o meu verso, e enquanto o guia, reúna alma e desejo, membro e vulva. Quem ousará dizer que ele é só alma? Quem não sente no corpo a alma a expandir-se até desabrochar em puro…

Erótico Drummond
19/08/2007

058

A Morte, que da vida o nó desata, os nós, que dá o Amor, cortar quisera na Ausência, que é contr' ele espada fera, e co Tempo, que tudo desbarata. Duas contrárias, que üa a outra mata, a Morte contra o Amor ajunta e altera: üa é Razão contra a Fortuna…

Camões a vitória do Amor
13/08/2007

Harpa XXXII

Dos rubros flancos do redondo oceano Com suas asas de luz pendendo a terra O sol eu vi nascer, jovem formoso Desordenando pelos ombros de ouro A perfumada luminosa coma, Nas faces de um calor que amor acende Sorriso de Coral deixava errante. Em torno a mim…

Guesa Errante Sousândrade
09/08/2007

A Flor e o Leito

Ó, flor exausta e seu destino de luz: os astros gemem. pendendo sobre o vasto aposento golpeado, o mar entra no rio. O mar entra no rio e os astros gemem (sobre vasos de luz a flor se esgota como tudo esquecida dos mínimos espaços: flor exausta.) como tudo…

Reinaldo Vinas Érica
03/08/2007

Fala de Teseu

(Ariadne on Naxos , John Vanderlyn) Em teu triste corpo não mais encontro Aquela noturna glória de quando nos labirintos De Minos erguias-me a vida como flama Dançando sobre o áspero campo dos mortos. Tu não eras quem eu queria. Enganei-me. E hoje te…

José Paulo Moreira Fala de Teseu A tempestade
01/08/2007

Eneida

Livro I Eu, que entoava na delgada avena Rudes canções, e egresso das florestas, Fiz que as vizinhas lavras contentassem A avidez do colono, empresa grata Aos aldeãos; de Marte ora as horríveis Armas canto, e o varão que, lá de Tróia Prófugo, à Itália e de…

Eneida Virgílio Castilho Odorico Mendes
30/07/2007

Geórgicas

Livro I O que as messes alegre; o astro que mais convide a revolver o solo, e a armar no olmeiro a vide; criação de armento e fato; e quanto de ciência o parco enxame pede, e ensina a experiência Mecenas, vou cantar. Fanais do etéreo espaço, que pelos céus…

Castilho Odorico Mendes Virgílio Geórgicas
24/07/2007

Adormecida

Ses longs cheveux épars la couvrent tout entière La croix de son collier repose dans sa main, Comme pour témoigner qu'elle a fait sa priere. Et qu'elle va la faire em séveillant demain. A. de Musset Uma noite, eu me lembro... Ela dormia Numa rede encostada…

Castro Alves Espumas Flutuantes Ninfa
19/07/2007

A Imagem do Milênio

às vezes o desespero enfrenta o impossível em pequim multidão assustada um anônimo enfrentou de peito aberto o poder dos tangues ele contra os tanques e os tanques tremeram com a coragem alucinada alucinação maior que o mundo mais forte que as armas atômicas…

Moisés Matias Paz Celestial Sol Maior
14/07/2007

Ode Local

Canto Alcolea de Calatrava onde, porém, não há progresso. A água nos vem, toda, das nuvens e do suor do camponês. Todo o alimento vem da terra e todo o pão é terra convertida. Todas as vacas são terra posta de pé mugindo leite com lenha sobre o dorso, cada…

Angel Crespo Alcolea de Calatrava desprogresso
10/07/2007

Meio da Vida

Com peras amarelas E repleta de rosas silvestres A terra estende-se por cima do lago, Vós graciosos cisnes! E embriagados de beijos Molhais a cabeça Na sagrada e sóbria água. Pobre de mim ! onde irei buscar Quando for Inverno, as flores e Onde o brilho do Sol…

Holderlin meio da vida solidão
03/07/2007

Intimidade

ALONGA os braços e apanha as coisas mais distantes e mais estranhas Fora da intimidade de seus dedos nada fica (Amor e ódio) Nem vasos quebrados nem berços vazios nem reis ou mendigos nem cães vadios. Anderson de Araújo Horta em "Invenção do Espanto" de 2004

Anderson de Araújo Horta invenção do espanto
24/06/2007

A Urna Esquecida

Para o pequeno André Filipe Já em ti se repete, pequeno sonho, o ritmo antigo do dia e da noite e das horas que vêm preencher a urna esquecida. Não caminhas ainda e já teus braços anseiam enquanto no espaço profundo -que espraias com olhos de sono- o tempo se…

Carlos Felipe Moisés urna céu estrelado filho azul
15/06/2007

Ajedrez

I . En su grave rincón, los jugadores Rigen las lentas piezas. El tablero Los demora hasta el alba en su severo Ambito en que se odian dos colores. . Adentro irradian mágicos rigores Las formas: torre homérica, ligero Caballo, armada reina, rey postrero,…

Xadrez Jorge Luis Borges Albino Moura Virginia Goes
07/06/2007

Noturno

Era um terreno baldio, era noite. Alguém acendeu a sala da casa próxima e conciso, o clarão veio surpreender uma égua que aleitava sua cria. O ouro da lâmpada No verde de humildes arbustos, Nos flancos brilhantes, O silencioso latejar do sangue à mercê das…

noturno bucólico égua lamparina
28/04/2007

O Tigre

Conteúdo multimídia/interativo do blog original não está disponível neste backup. William Blake (tradução e voz de Augusto de Campos) colhido no excelente blogue do Som Barato (que disponibiliza músicas gratuitamente) .

tygre tigre campos poesia declamação
26/04/2007

Dois poemas de Lorca

1 - O silêncio Ouve, filho meu, o silêncio. É um silêncio ondulado, um silêncio, onde ecos e vales escorregam e que inclina as frontes para o chão. 2 – Malaguenha A morte entra e sai da taberna. Passam cavalos negros gente sinistra pelos fundos caminhos da…

Lorca morte malaguenha silêncio
09/04/2007

Romance na Vida

No campo, em que o luar engrinalda a escumilha, O par freme de amor, a noite dorme e brilha. Ele, o poeta aldeão, era humilde pastor; Ela, a fidalga, expunha a mocidade em flor. Ao longe da mansão, quantos beijos ao vento!... Quantas juras de afeto à luz do…

Alphonsus de Guimaraens Romance Reencarnação
02/04/2007

Ismália

Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do…

Alphonsus de Guimaraens Ismália suicídio
26/03/2007

Destino Do Poeta

Palavras? Sim. De ar e perdidas no ar. Deixa que eu me perca entre palavras, deixa que eu seja o ar entre esses lábios, um sopro erramundo sem contornos, breve aroma que no ar se desvanece. Também a luz em si mesma se perde. Octavio Paz (Trad. Haroldo de…

Octavio Paz Haroldo de Campos palavras
26/10/2006

Diante da Folha Branca

Tanta lucidez dá vertigem.........................Van Gogh Faz perder pé na realidade. Perder pé dentro de si mesmo, sem contrapé, é uma voragem. Diante da folha branca e virgem, na mesa, e de todo ofertada, com medo de que ela o sorvesse, ei-lo, como louco,…

Van Gogh Mallarmé diante da folha branca Joao Cabral de Melo
18/10/2006

Meu Amigo João do Vale

Peba na pimenta (João do Vale, José Batista e Adelino Rivera) Seu Malaquia preparou Cinco peba na pimenta Só do povo de Campinas Seu Malaquia convidou mais de quarenta Entre todos os convidados Pra comer peba foi também Maria Benta Benta foi logo dizendo Se…

Joao do Vale Peba na Pimenta tá ardendo
13/10/2006

(A) manhã

ontem o canto da cotovia esta manhã canto de pardal respingo verão porta aberta boas vindas a quem custa chegar Manoel Ricardo de Lima

Manoel Ricardo de Lima cotovia
09/10/2006

Pastor de Cabras

Fui pastor de cabras e de rios secos rezei pelas vacas que morreram de sede e os bezerros que ficaram órfãos e foram alimentados com o leite dos pássaros. Rezei pelas vértebras da paisagem pelo sangue das pedras pelas árvores e seus esqueletos de faraós,…

Francisco Carvalho pastor de cabras rio acarau
29/09/2006

Pedra Negra sobre Pedra Branca

Morrerei em Paris com aguaceiros num dia de que já tenho a lembrança. Morrerei em Paris - daqui não saio - numa quinta-feira, como hoje, de outono. Quinta-feira será, pois hoje, quinta-feira, em que estes versos proso, dei os úmeros à pouca sorte, e nunca…

Caesar Vallejo paris
21/09/2006

A Máquina do Mundo

E como eu palmilhasse vagamente uma estrada de Minas, pedregosa, e no fecho da tarde um sino rouco se misturasse ao som de meus sapatos que era pausado e seco; e aves pairassem no céu de chumbo, e suas formas pretas lentamente se fossem diluindo na escuridão…

máquina do mundo drummond poesia claro enigma
21/09/2006

O Haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo - Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido... Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia…

14/09/2006

Os Primeiros Instantes

Víamos correr a nossos pés a água crescente. De um só golpe, elidia a montanha, expulsando-se dos flancos mater- nos. Não era uma torrente que seguia seu destino, mas uma fera inefável de quem nos tornávamos a substância e a palavra. Ela nos mantinha amorosos…

12/09/2006

Recusa

Agrada-me bem mais olhar estrelas do que assinar sentenças de morte. Agrada-me bem mais ouvir a voz das flores que, murmurando é ele, meneiam as corolas quando eu cruzo o jardim do que ver os escuros fuzis da guarda matarem quantos querem matar-me – por isso…

29/08/2006

Leda e o Cisne

Súbito golpe: as grandes asas a bater Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada Por negros pés, a nuca, um bico a vem reter; O peito inane sobre o peito, ei-la apresada. Dedos incertos de terror, como empurrar Das coxas bambas o emplumado resplendor? Pode…

William B Yeats Yeats Leda Cisne
23/08/2006

A Pantera

De tanto olhar as grades seu olhar esmoreceu e nada mais aferra. Como se houvesse só grades na terra: grades, apenas grades para olhar. A onda andante e flexível do seu vulto em círculos concêntricos decresce, dança de força em torno a um ponto oculto no qual…

Reiner M Rilke Rilke Pantera
15/08/2006

Câmera Indiscreta

o poeta lírico-barbado babuja no bar seus poemas boa tarde elegante bardo cuidado com o vento suas folhas íntimas não resistem ao menor sopro o coração sobre a mesa breve o garçom virá removê-lo um barco atraca no cais lugar de coração é no peito teimoso…

Roberto Kenard Kenar Bardo
06/08/2006

Outra do Velho Padeiro

O Parto Meu corpo está completo, o homem - não o poeta. Mas eu quero e é necessário que me sofra e me solidifique em poeta, que destrua desde já o supérfluo e o ilusório e me alucine na essência de mim e das coisas, para depois, feliz e sofrido, mas…

Nauro Machado o parto maranhão
18/06/2006

Retrato de uma princesa desconhecida

Para que ela tivesse um pescoço tão fino Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos Para que a sua espinha fosse tão direita E ela usasse a cabeça tão erguida Com uma tão simples claridade sobre a…

Sophia Andersen princesa
09/06/2006

Uma do velho padeiro

OFÍCIO Ocupo o espaço que não é meu, mas do universo. Espaço do tamanho do meu corpo aqui, Enchendo inúteis quilos de um metro e setenta E dois centímetros, o humano de quebra. Vozes me dizem: eh, tu aí! E me mandam bater Serviços de excrementos em papéis…

Nauro Machado ofício angústia
09/05/2006

Erótica

Sergio Torretta é artista plástico. Iniciou na pintura aos 18 anos de idade, após tornar-se tetraplégico devido a um mergulho em piscina rasa. Começou a pintar como forma de terapia ocupacional descobrindo ali seu dom e talento. Há 8 anos vive exclusivamente…

Sérgio Torretta rosa e castiçal pintura
27/04/2006

Homo Homini Lupus

Desses misteriosíssimos assentos, Onde a morte mirifica nos leva, Contemplamos o cárcere de treva, Onde vivem os lobos famulentos. Ei-los, em golpes rudes e violentos, Desde a hora tristíssima e primeva De traição e de dor de Adão e Eva, Sobre o mundo de…

Augusto Dos Anjos Homo Homini Lupus poesia espírita
24/04/2006

Cartão de Natal

Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes: que desta vez não perca…

22/04/2006

Escrito a Lápis, Sob um Epitáfio Romano

Q ARTVLVS ANORUM IIII SI (Quintus Artulus. Tinha quatro anos de idade, e puseram sobre ele esta pedra.) Alberto da Costa e Silva

Alberto da Costa e Silva menino
22/04/2006

AS PALAVRAS RESSUSCITARÃO

As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas, as palavras se mumificaram na boca dos legisladores; as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos; as palavras nada significam nos discursos dos homens públicos. E o Verbo de Deus é uno mesmo…