Poetas Afins
Poemas de diferentes autores reunidos no acervo. 50 texto(s) no acervo.
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04/09/2026 — PoetasAfins
Mirar el río hecho de tiempo y agua y recordar que el tiempo es otro río, saber que nos perdemos como el río y que los rostros pasan como el agua. Sentir que la vigilia es otro sueño que sueña no soñar y que la muerte que teme nuestra carne es esa muerte de cada noche, que se llama sueño. Ver en el…
bastardo poesia Borges
31/12/2009 — PoetasAfins
Soneto erótico encontrado em caderno manuscrito atribulado a Bocage e Pedro José Constâncio.
poesia bocage erotismo soneto satira
31/12/2009 — PoetasAfins
Soneto de Jorge Luis Borges sobre a cegueira, a identidade e a passagem do tempo.
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31/12/2009 — PoetasAfins
Poema de José Paulo Moreira da Fonseca publicado em 'A tempestade e outros poemas' (1956).
poesia jose-paulo-moreira-da-fonseca noturno
31/12/2009 — PoetasAfins
Poema conciso sobre a paciência e o abrigo do caracol.
poesia daterra haikai minimalismo
31/12/2009 — PoetasAfins
Poema de visões intensas e erotismo visceral de Hilda Hilst.
poesia hilda-hilst erotismo vanguarda
31/12/2009 — PoetasAfins
Poema e zamba argentina em homenagem à poetisa Alfonsina Storni, autoria de Félix Luna.
poesia felix-luna alfonsina-storni musica
31/12/2009 — PoetasAfins
Poema de Machado de Assis sobre a transição e o mistério entre a infância e a juventude feminina.
poesia machado-de-assis literatura-brasileira
31/12/2009 — PoetasAfins
Soneto erótico de Manuel Bandeira.
poesia manuel-bandeira erotismo soneto
18/11/2007
Ode descontínua e Remota para Flauta e Oboé, de Ariana para Dioníosio, canção III III A minha Casa é gurdiã do meu corpo E protetora de todas minhas ardências. E transmuta em palavra Paixão e veemência E minha boca se faz fonte de prata Ainda que eu grite à…
Hilda Hilst zeca baleiro ode
17/11/2007
abro a porta vejo a fumaça no asfalto o sol me cega eu sigo em frente encaro o sol deixo meu rastro para trás o dia corre assim veloz o dia corre além de nós e eu vou me desviando das aeronaves que aterrissam a todo instante morrer já não parece novo já não…
Zeca Baleiro meninas jardins eletiva
04/10/2007
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Celso Borge Zeca Baleiro Vitor Ramil. Fernando Abreu
03/10/2007
...................................................................Para PD O homem não morre mineral. Morto e sem gestos que ele esteja, logo põe-se a exportar a morte: mal a tem, mas já a mercadeja. Por isso é que amarram-lhe a boca, tapam-lhe de algodão as…
Cabral de Melo Neto Agrestes mau cheiro antenas
25/09/2007
Enterramento Lêmure (solo) Quem fez esta casa, espaço mesquinho, A golpes de pá e de escavadeira? Lêmure (coro) Hóspede negro, vestido de linho, estais muito bem nesta casa estreita. Lêmure (solo) Ninguém pôs a mesa na sala fria, Nenhuma cadeira na sala…
Fausto Resgate da alma mefistófeles eterno feminino
20/09/2007
Há um contar de si no escolher, no buscar-se entre o que dos outros, entre o que os outros disseram mas que o diz mais que todos (como, em loja de luvas, catar no estoque todo, a luva sósia, essa luva única que o calça só, melhor que os outros). João Cabral…
Selden Rodman Antologia João Cabral
14/09/2007
Ouça o original: Conteúdo multimídia/interativo do blog original não está disponível neste backup. E leia a tradução: Li T'ai-Po (Tradução de Augusto de Campos via Ezra Pound) Pelo Portão do Norte sopra o vento carregado de areia, Solitário desde a origem do…
Li T'ai-Po Rihaku ezra pound
03/09/2007
Para não apanhar mais falou que sabia fazer bolos: virou cozinha. Foi outras coisas para que tinha jeito. Não falou mais: Viram que sabia fazer tudo, até molecas para a Casa-Grande. Depois falou só, só diante da ventania que ainda vem do Sudão; falou que…
Jorge de Lima Negra
30/08/2007
Tome a palavra suja, “cabeluda” e com c'aspas, essa que tem açúcar no sangue, e sobre taxa. Tome a que, sendo escrava da tribo e do tributo, mostra o corpo as marcas de lacre, logro e lucro. Pode ser a de baixo calão, a manteúda, como opção, como cágado, essa…
Gilberto de Mendonça Teles Palavras Gula
19/08/2007
A Morte, que da vida o nó desata, os nós, que dá o Amor, cortar quisera na Ausência, que é contr' ele espada fera, e co Tempo, que tudo desbarata. Duas contrárias, que üa a outra mata, a Morte contra o Amor ajunta e altera: üa é Razão contra a Fortuna…
Camões a vitória do Amor
13/08/2007
Dos rubros flancos do redondo oceano Com suas asas de luz pendendo a terra O sol eu vi nascer, jovem formoso Desordenando pelos ombros de ouro A perfumada luminosa coma, Nas faces de um calor que amor acende Sorriso de Coral deixava errante. Em torno a mim…
Guesa Errante Sousândrade
09/08/2007
Ó, flor exausta e seu destino de luz: os astros gemem. pendendo sobre o vasto aposento golpeado, o mar entra no rio. O mar entra no rio e os astros gemem (sobre vasos de luz a flor se esgota como tudo esquecida dos mínimos espaços: flor exausta.) como tudo…
Reinaldo Vinas Érica
03/08/2007
(Ariadne on Naxos , John Vanderlyn) Em teu triste corpo não mais encontro Aquela noturna glória de quando nos labirintos De Minos erguias-me a vida como flama Dançando sobre o áspero campo dos mortos. Tu não eras quem eu queria. Enganei-me. E hoje te…
José Paulo Moreira Fala de Teseu A tempestade
01/08/2007
Livro I Eu, que entoava na delgada avena Rudes canções, e egresso das florestas, Fiz que as vizinhas lavras contentassem A avidez do colono, empresa grata Aos aldeãos; de Marte ora as horríveis Armas canto, e o varão que, lá de Tróia Prófugo, à Itália e de…
Eneida Virgílio Castilho Odorico Mendes
30/07/2007
Livro I O que as messes alegre; o astro que mais convide a revolver o solo, e a armar no olmeiro a vide; criação de armento e fato; e quanto de ciência o parco enxame pede, e ensina a experiência Mecenas, vou cantar. Fanais do etéreo espaço, que pelos céus…
Castilho Odorico Mendes Virgílio Geórgicas
24/07/2007
Ses longs cheveux épars la couvrent tout entière La croix de son collier repose dans sa main, Comme pour témoigner qu'elle a fait sa priere. Et qu'elle va la faire em séveillant demain. A. de Musset Uma noite, eu me lembro... Ela dormia Numa rede encostada…
Castro Alves Espumas Flutuantes Ninfa
19/07/2007
às vezes o desespero enfrenta o impossível em pequim multidão assustada um anônimo enfrentou de peito aberto o poder dos tangues ele contra os tanques e os tanques tremeram com a coragem alucinada alucinação maior que o mundo mais forte que as armas atômicas…
Moisés Matias Paz Celestial Sol Maior
14/07/2007
Canto Alcolea de Calatrava onde, porém, não há progresso. A água nos vem, toda, das nuvens e do suor do camponês. Todo o alimento vem da terra e todo o pão é terra convertida. Todas as vacas são terra posta de pé mugindo leite com lenha sobre o dorso, cada…
Angel Crespo Alcolea de Calatrava desprogresso
10/07/2007
Com peras amarelas E repleta de rosas silvestres A terra estende-se por cima do lago, Vós graciosos cisnes! E embriagados de beijos Molhais a cabeça Na sagrada e sóbria água. Pobre de mim ! onde irei buscar Quando for Inverno, as flores e Onde o brilho do Sol…
Holderlin meio da vida solidão
03/07/2007
ALONGA os braços e apanha as coisas mais distantes e mais estranhas Fora da intimidade de seus dedos nada fica (Amor e ódio) Nem vasos quebrados nem berços vazios nem reis ou mendigos nem cães vadios. Anderson de Araújo Horta em "Invenção do Espanto" de 2004
Anderson de Araújo Horta invenção do espanto
24/06/2007
Para o pequeno André Filipe Já em ti se repete, pequeno sonho, o ritmo antigo do dia e da noite e das horas que vêm preencher a urna esquecida. Não caminhas ainda e já teus braços anseiam enquanto no espaço profundo -que espraias com olhos de sono- o tempo se…
Carlos Felipe Moisés urna céu estrelado filho azul
15/06/2007
I . En su grave rincón, los jugadores Rigen las lentas piezas. El tablero Los demora hasta el alba en su severo Ambito en que se odian dos colores. . Adentro irradian mágicos rigores Las formas: torre homérica, ligero Caballo, armada reina, rey postrero,…
Xadrez Jorge Luis Borges Albino Moura Virginia Goes
07/06/2007
Era um terreno baldio, era noite. Alguém acendeu a sala da casa próxima e conciso, o clarão veio surpreender uma égua que aleitava sua cria. O ouro da lâmpada No verde de humildes arbustos, Nos flancos brilhantes, O silencioso latejar do sangue à mercê das…
noturno bucólico égua lamparina
28/04/2007
Conteúdo multimídia/interativo do blog original não está disponível neste backup. William Blake (tradução e voz de Augusto de Campos) colhido no excelente blogue do Som Barato (que disponibiliza músicas gratuitamente) .
tygre tigre campos poesia declamação
09/04/2007
No campo, em que o luar engrinalda a escumilha, O par freme de amor, a noite dorme e brilha. Ele, o poeta aldeão, era humilde pastor; Ela, a fidalga, expunha a mocidade em flor. Ao longe da mansão, quantos beijos ao vento!... Quantas juras de afeto à luz do…
Alphonsus de Guimaraens Romance Reencarnação
02/04/2007
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do…
Alphonsus de Guimaraens Ismália suicídio
26/10/2006
Tanta lucidez dá vertigem.........................Van Gogh Faz perder pé na realidade. Perder pé dentro de si mesmo, sem contrapé, é uma voragem. Diante da folha branca e virgem, na mesa, e de todo ofertada, com medo de que ela o sorvesse, ei-lo, como louco,…
Van Gogh Mallarmé diante da folha branca Joao Cabral de Melo
18/10/2006
Peba na pimenta (João do Vale, José Batista e Adelino Rivera) Seu Malaquia preparou Cinco peba na pimenta Só do povo de Campinas Seu Malaquia convidou mais de quarenta Entre todos os convidados Pra comer peba foi também Maria Benta Benta foi logo dizendo Se…
Joao do Vale Peba na Pimenta tá ardendo
13/10/2006
ontem o canto da cotovia esta manhã canto de pardal respingo verão porta aberta boas vindas a quem custa chegar Manoel Ricardo de Lima
Manoel Ricardo de Lima cotovia
09/10/2006
Fui pastor de cabras e de rios secos rezei pelas vacas que morreram de sede e os bezerros que ficaram órfãos e foram alimentados com o leite dos pássaros. Rezei pelas vértebras da paisagem pelo sangue das pedras pelas árvores e seus esqueletos de faraós,…
Francisco Carvalho pastor de cabras rio acarau
21/09/2006
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo - Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido... Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia…
14/09/2006
Víamos correr a nossos pés a água crescente. De um só golpe, elidia a montanha, expulsando-se dos flancos mater- nos. Não era uma torrente que seguia seu destino, mas uma fera inefável de quem nos tornávamos a substância e a palavra. Ela nos mantinha amorosos…
15/08/2006
o poeta lírico-barbado babuja no bar seus poemas boa tarde elegante bardo cuidado com o vento suas folhas íntimas não resistem ao menor sopro o coração sobre a mesa breve o garçom virá removê-lo um barco atraca no cais lugar de coração é no peito teimoso…
Roberto Kenard Kenar Bardo
06/08/2006
O Parto Meu corpo está completo, o homem - não o poeta. Mas eu quero e é necessário que me sofra e me solidifique em poeta, que destrua desde já o supérfluo e o ilusório e me alucine na essência de mim e das coisas, para depois, feliz e sofrido, mas…
Nauro Machado o parto maranhão
18/06/2006
Para que ela tivesse um pescoço tão fino Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos Para que a sua espinha fosse tão direita E ela usasse a cabeça tão erguida Com uma tão simples claridade sobre a…
Sophia Andersen princesa
09/06/2006
OFÍCIO Ocupo o espaço que não é meu, mas do universo. Espaço do tamanho do meu corpo aqui, Enchendo inúteis quilos de um metro e setenta E dois centímetros, o humano de quebra. Vozes me dizem: eh, tu aí! E me mandam bater Serviços de excrementos em papéis…
Nauro Machado ofício angústia
09/05/2006
Sergio Torretta é artista plástico. Iniciou na pintura aos 18 anos de idade, após tornar-se tetraplégico devido a um mergulho em piscina rasa. Começou a pintar como forma de terapia ocupacional descobrindo ali seu dom e talento. Há 8 anos vive exclusivamente…
Sérgio Torretta rosa e castiçal pintura
27/04/2006
Desses misteriosíssimos assentos, Onde a morte mirifica nos leva, Contemplamos o cárcere de treva, Onde vivem os lobos famulentos. Ei-los, em golpes rudes e violentos, Desde a hora tristíssima e primeva De traição e de dor de Adão e Eva, Sobre o mundo de…
Augusto Dos Anjos Homo Homini Lupus poesia espírita
24/04/2006
Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes: que desta vez não perca…
22/04/2006
Q ARTVLVS ANORUM IIII SI (Quintus Artulus. Tinha quatro anos de idade, e puseram sobre ele esta pedra.) Alberto da Costa e Silva
Alberto da Costa e Silva menino
22/04/2006
As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas, as palavras se mumificaram na boca dos legisladores; as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos; as palavras nada significam nos discursos dos homens públicos. E o Verbo de Deus é uno mesmo…