O dia lhe foi indulgente. A manhã, febril, soube-lhe o riso e a
estreita passagem da dor. Jogos de sorrir, jogos de afetos, farturas de
fomes e sede. Não há piedade na sua solidão. O frio do abandono,
ergue-o Maria com a mão firme de quem conheceu a felicidade. Há um
branco ridente no seu luto. A noite lhe chega serena e calma, como um
canto franco de bem-te-vis. A que foi mãe e muitas é agora só.
22/07/2007
O Luto de Maria
Conto · publicado originalmente em 22/07/2007
21:53 — Escrito em Conto | Comentários registrados no original: 0 | Tags: Serenidade
