não posso te ofertar
madelleine
nesta tarde obscura
o gosto de criviri
áspero
o cheiro do tamarindo
a tarde entre mangueiras
o primeiro beijo
as águas do mearim
a batida de maracujá
o medo que a devorasse
o dragão que mora no rio
o sabor de azul que morava
no fundo dos olhos dela
essas coisas esquecidas
que nenhuma palavra
retorna
o que posso te ofertar
madelleine
para perpetuar o sentir
para tentar conter
o rio
e adiar a inadiável
senão
isto?

23/09/2007
Criviri
PoesiasEletivas · publicado originalmente em 23/09/2007
15:26 — Escrito em PoesiasEletivas | Comentários registrados no original: 1 | Tags: criviri blogsterapia madelleine paul verlaine