14/11/2007

Polícia Cidadã

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O homem que manda matar é tão responsável pelo crime, quanto o executor. Todos os códigos penais assim o reconhecem. Enquanto o segundo é semelhante ao médico abortista que bloqueou a sensibilidade para cumprir um dever, o primeiro é como um estrategista militar que faz as escolhas deliberadamente (conquanto absorvido pela certeza endurecida e raivosa da guerra).

A mim não me agrada a ambos.

A civilização é só um símbolo formal para esses homens. Um conjunto de regras de convivência que podem ser esmagadas à patas de cavalos, caso seja preciso preservar algum “costume”, vetusto e impensado.

Nada deveria estar fora da lei.

Só podemos confiar no jogo, se lhe conhecemos as regras.

Mudar as regras no meio do jogo é desonesto e não produz bons jogadores, pelo contrário, se as regras já vêm viciadas, os jogadores se tornarão ardilosos também.

E chegamos à barbárie.

E combater a barbárie é menos sensato que produzir boas regras.

Um menino educado no medo é muito mais perigoso que um menino educado no amor (fraternal). Obrigá-lo a respeitar regras viciadas é pior ainda.

Já foi o tempo em que se produzia escravo à força de açoites; hoje precisamos de regras definidas e honestas.

Para os que gostam - como eu - de refletir segundo a perspectiva da Evolução da Espécie (talvez uma forma de ter esperança na raça humana...), eu aconselho a pensar em termos de psicologia reencarnacionista.

Sim. A teoria reencarnacionista é plenamente plausível do ponto de vista da evolução. Embora com muitos pontos obscuros (ao menos para mim), é bem mais fácil compreender um aprimoramento psicológico, uma compreensão mais delicada dos fenômenos, uma purificação dos defeitos, um melhoramento “genético” das qualidades, que simplesmente o “nada”.

O “nada” não tem lógica do ponto de vista da inteligência. Não é possível aceitar que um Ser poderosamente complexo torne ao pó como uma pedra bruta. Isso não é compreensível.

Do ponto de vista da inteligência, esse “eterno retorno” é, de fato, muito mais plausível... e útil.

O assassino e o mandante tomariam a mesma decisão, caso compreendessem que poderão voltar para purificar o ato?

Quantas vidas são necessárias para “limpar as mãos”?

Não queria mais ver assassinos no mundo e nem aqueles que os justificam com argumentos sanitaristas. Não quero contribuir para que o ódio encontre alimento no mundo. Por isso, falo de poesia. Por isso, falo do Amor de Cristo. Não quero ser responsável pela morte de ninguém. É preciso trazer luz ao mundo e deixar o Fausto às sombras.

 

23:40 — Escrito em Crônica | Comentários registrados no original: 0 | Tags: polícia cidadã psicologia reencarnacionista mãos limpas