18/11/2007

Ode - Hilda

PoetasAfins · publicado originalmente em 18/11/2007

 

 

 

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Ode descontínua e Remota para Flauta e Oboé, de Ariana para Dioníosio, canção III

 

III
A minha Casa é gurdiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão e veemência
E minha boca se faz fonte de prata
Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.
A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
À uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta
Por que recusas amor e permanência?

Hilda Hilst
(1930-2004)

05:00 — Escrito em PoetasAfins | Comentários registrados no original: 0 | Tags: Hilda Hilst zeca baleiro ode