o mundo sempre teve cheiro de acougue
e gosto podre e travo amargo na boca
que nausea o sangue exposto ao sol do roubo
sobre o amarelo queimado de um massacre
ha tempos, vermes medram sobre monturos
e ratos rubros roem alvas carcacas
de reis e neros rotos que dominaram
sobre o flagelo dourado do desastre
o fogo e o medo em roma sobem aos ares
chama de cristaos ardentes sob a lua
(velha bruxa indiferente a dor alheia)
ardem e reverberam seus estilhacos
na luz da agonia aos seculos em martirio
como um farol de fe a compaixao humana