folha nova
para lembrar um velho amigo que ja marcou sua hora
de sair da gaiola
e matar essa charada
havia algo de morbido na sua esperanca de morte
no seu desvio parricida que ele sempre alimentava como a passaros
mas era dentro que sofria toda ave que soltava era dentro que faltava
uma ave rara
e dessa ele nunca soube nem poderia acha la
e muito menos inventa la como se ostra
um dia
um passaro nas veias carcara sanguinario de igual voracidade
e astucia
dele tambem se soltava
voo de arteria a arteria rio de ar ou sangue nada o impedia
de comer outras aves um passaro pirata na flora da carne
que licao entreter neste asilo de palavras
que eu fico mais um pouco sem conhecer minha hora e decifrar a charada
vivo com meu viveiro de palavras
que se alimentam de vida da vida que ele soltava