Aqui está a sua narração do sonho registrada em speech to texto do whatsaap reestruturada, com a ortografia corrigida, os trechos fragmentados organizados para fazer sentido lógico e as lacunas preenchidas com as minhas sugestões entre colchetes [SUGESTÃO: ...] para você validar.
São 1:24 do dia 24 de janeiro de 2026. Acabo de acordar de um sonho parecido com um pesadelo, embora não tenha o terror que o pesadelo impõe, dada a minha frieza diante dos acontecimentos mais dispares.
Eu sonhei que, por algumas circunstâncias que não lembro, estava dentro de uma sala de interrogatório subterrânea com um investigador. Ele me passava instruções precisas sobre algumas coisas, dentre as quais escrever minhas qualificações e meus dados pessoais numa espécie de Excel ou mural. Aquilo ia ser infinito; eu teria que dar entrada para que aquilo fosse infinito. Ele pedia as correções porque eu cometia erros – ele precisava que eu corrigisse esses dados.
Ao mesmo tempo, ele falava sobre a luta entre os milicianos e os faccionados. Ele dizia: "Você conhece os milicianos?". Eu disse: "Não, não conheço, mas já vi passando na rua e me apontaram" (porque eu achava que ele era contra os milicianos, e eu precisava estar próximo dele). E aí ele dizia que ser miliciano é a pior coisa, porque você tem quatro amigos e não sabe qual deles é miliciano, qual deles é o que vai te trair. Então você fica com medo de um deles ser a pessoa que vai te delatar.
Ele dizia que eles matavam gente como se mata porco, jogavam dentro de um poço indiscriminadamente. E as imagens da descrição dele iam aparecendo na minha mente: as meninas bonitas que eles pegavam e, por algum motivo, [SUGESTÃO: elas não aceitavam as investidas] ou cometiam alguns deslizes; elas eram esquartejadas pelo próprio chefe. Eu vi as imagens: a menina bonita, nova, sendo morta, toda ensanguentada, com os braços sendo quebrados pelo chefe, para posteriormente ser a última a ser jogada no poço.
Tudo isso eu compreendi: um psicopata, nós o estudamos teoricamente – como eles se comportam, como eles sinalizam no mundo, a incapacidade de se sensibilizar com o sofrimento alheio. Tudo isso é estudado na teoria, mas você vê isso na prática... Olhar o psicopata, como ele se comporta, é terrível! Olhar a pessoa matando outro, esquartejando o outro simplesmente com raiva porque foi contrariado por alguma coisa. A menina que traiu ou namorou alguém de uma outra facção sendo esquartejada com raiva, sem nenhuma sensibilidade, [SUGESTÃO: sem nenhuma dor ou comoção]. Esse é o tipo de gente que vive na nossa sociedade. Muitas pessoas desse tipo vivem no nosso meio. São animais, [SUGESTÃO: muito próximos do instinto selvagem].
Eu fiquei pensando que eu estava sendo batizado numa sessão de, talvez, umbanda, para me fazer o mal, né? Macumba para mim, porque tinha muitas velas. Ele acendeu uma vela, e essa vela acenderia milhares de velas – havia um mecanismo na vela que ia acendendo as outras. E ali havia um ritual que eu não entendia; que seria um ritual de iniciação a alguma coisa, ou alguma proteção, ou a minha morte, no caso.
Eu sei que não fiquei assustado, mas estava apreensivo com a brutalidade daquele ambiente. Não estava com medo efetivamente, mas estava apreensivo com a brutalidade daquilo. E fiquei mais triste quando acordei e constatei que, talvez, até entre meus amigos existam pessoas assim: brutais, insensíveis, psicopatas do mais alto grau. E eu, que sou inocente, não percebo que essas pessoas existem ao nosso lado e que nos odeiam porque nós somos diferentes delas. Nós temos o coração mais puro, e isso é extremamente difícil para elas. Elas nos sentem como inimigos. Nos odeiam. Se não houver um mundo espiritual que nos proteja dessas pessoas, estamos fodidos.