
Desses misteriosíssimos assentos,
Onde a morte mirifica nos leva,
Contemplamos o cárcere de treva,
Onde vivem os lobos famulentos.
Ei-los, em golpes rudes e violentos,
Desde a hora tristíssima e primeva
De traição e de dor de Adão e Eva,
Sobre o mundo de sangue e de excrementos.
Abaixo os sonhos da “toga pretexta”
Que a Terra tem somente a última besta,
Vivendo o imperativo do mais forte;
Mundo, onde toda a luz se desagrega
E onde uma humanidade surda e cega
Procura, em ruínas, sua própria morte.
Augusto dos Anjos
27/04/2006
Homo Homini Lupus
PoetasAfins · publicado originalmente em 27/04/2006
13:55 — Escrito em PoetasAfins | Comentários registrados no original: 0 | Tags: Augusto Dos Anjos Homo Homini Lupus poesia espírita