23/10/2006

Acusado de homicídio vai a Juri

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Senta hoje no banco dos réus, às 9h30, na sede do Sesi do Araçagi, o mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, 41 anos, acusado pela morte de 30 menores em São Luís e outros 12 em Altamira, no Pará. Ele será julgado pela acusação de homicídio contra o menor Jonathan da Silva Veira, 15 anos. O crime ocorreu em 6 de dezembro de 2003, último dia que o garoto foi visto por familiares.
Segundo consta do processo, no dia do homicídio, o menor Jonathan da Silva Vieira, havia saído de casa, no jardim Topical, aproximadamente às 7h, com destino a oficina onde o mecânico trabalhava, situada no mesmo bairro. Ele informou que iria colher juçara com o acusado. Por volta das 19h30, como o garoto não retornou à residência onde morava, a família comunicou o fato à polícia, que iniciou as buscas.
De acordo com o processo, policiais foram à casa de Chagas perguntar sobre o paradeiro do menino, mas ele teria alegado que não o conhecia. O mecânico afirmou que só teria visto Jonathan algumas vezes na oficina onde trabalhava. Chagas teria dito ainda que na manhã do crime fora colocar alguns portões com o dono de oficina, o que foi desmentindo pelo próprio.
A ossada do garoto foi encontrada no dia 18 de janeiro de 2004, no lugar conhecido como São Braz dos Macacos, a 800 m do povoado Santana, em São José de Ribamar.
Em interrogatório em juízo em 30 de março de 2004, Chagas admitiu ter ido com o garoto a um matagal colher juçara, segundo ele, devido a insistência do menor, e que a morte do garoto ocorreu por acidente. Ele afirma que o menor teria caido de cabeça de uma palmeira muito alta, na qual havia subido. Não sabendo como jusitificar a morte, deixou o corpo do menor ao pé da palmeira, despido, cerca de 400 m do local.
Quanto aos outros crimes atribuídos a ele, Chagas admite ter saído com alguns garotos de cujos homicídios é acusado. Alega, contudo, não ter lembranças do que fazia na ocasião. Diz que, quando dava conta de si, já estava no caminho de volta para casa. Das 42 vítimas das quais é suspeito de matar, lembra dos nomes de dois menores. As ossadas deles foram encontradas na casa do mecânico.
Fonte: http://www.oimparcial.com.br/policia.htm



PS:
Não creio que esse sujeito tenha feito tudo sozinho. Acusá-lo é só uma forma de "zerar as estatísticas" da polícia. Não quero achar o culpado! Deus me livre de atirar a primeira pedra. Apenas quero ser consciencioso como o foi o senador pelo Amapá, José Sarney, que pediu ao Secertário de Segurança do Maranhão para proibir e coibir a repetição de tais crimes no Estado. Nenhum outro político daqui, salvo engano, foi até o Secretário fazer alarme e alarde!
Que não se repita mais: meus ouvidos doem de ver as mães desses meninos, insensibilizadas diante das câmeras de tv, como se o baton fosse mais importante que o filho morto.
Devemos lembrar que sempre há a possibilidade (remota) de haver alguma espécie de deus acima disso tudo, que poderá pedir contas a todos os envolvidos.

10:55 — Escrito em Tese | Comentários registrados no original: 0