Senta
hoje no banco dos réus, às 9h30, na sede do Sesi do Araçagi, o mecânico
Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, 41 anos, acusado pela morte de
30 menores em São Luís e outros 12 em Altamira, no Pará. Ele será
julgado pela acusação de homicídio contra o menor Jonathan da Silva
Veira, 15 anos. O crime ocorreu em 6 de dezembro de 2003, último dia
que o garoto foi visto por familiares.
Segundo consta do processo, no dia do homicídio, o menor Jonathan da
Silva Vieira, havia saído de casa, no jardim Topical, aproximadamente
às 7h, com destino a oficina onde o mecânico trabalhava, situada no
mesmo bairro. Ele informou que iria colher juçara com o acusado. Por
volta das 19h30, como o garoto não retornou à residência onde morava, a
família comunicou o fato à polícia, que iniciou as buscas.
De acordo com o processo, policiais foram à casa de Chagas perguntar
sobre o paradeiro do menino, mas ele teria alegado que não o conhecia.
O mecânico afirmou que só teria visto Jonathan algumas vezes na oficina
onde trabalhava. Chagas teria dito ainda que na manhã do crime fora
colocar alguns portões com o dono de oficina, o que foi desmentindo
pelo próprio.
A ossada do garoto foi encontrada no dia 18 de janeiro de 2004, no
lugar conhecido como São Braz dos Macacos, a 800 m do povoado Santana,
em São José de Ribamar.
Em interrogatório em juízo em 30 de março de 2004, Chagas admitiu ter
ido com o garoto a um matagal colher juçara, segundo ele, devido a
insistência do menor, e que a morte do garoto ocorreu por acidente. Ele
afirma que o menor teria caido de cabeça de uma palmeira muito alta, na
qual havia subido. Não sabendo como jusitificar a morte, deixou o corpo
do menor ao pé da palmeira, despido, cerca de 400 m do local.
Quanto aos outros crimes atribuídos a ele, Chagas admite ter saído com
alguns garotos de cujos homicídios é acusado. Alega, contudo, não ter
lembranças do que fazia na ocasião. Diz que, quando dava conta de si,
já estava no caminho de volta para casa. Das 42 vítimas das quais é
suspeito de matar, lembra dos nomes de dois menores. As ossadas deles
foram encontradas na casa do mecânico.
Fonte: http://www.oimparcial.com.br/policia.htm
PS:
Não creio que esse sujeito tenha feito tudo sozinho. Acusá-lo é só uma forma de "zerar as estatísticas" da polícia. Não quero achar o culpado! Deus me livre de atirar a primeira pedra. Apenas quero ser consciencioso como o foi o senador pelo Amapá, José Sarney, que pediu ao Secertário de Segurança do Maranhão para proibir e coibir a repetição de tais crimes no Estado. Nenhum outro político daqui, salvo engano, foi até o Secretário fazer alarme e alarde!
Que não se repita mais: meus ouvidos doem de ver as mães desses meninos, insensibilizadas diante das câmeras de tv, como se o baton fosse mais importante que o filho morto.
Devemos lembrar que sempre há a possibilidade (remota) de haver alguma espécie de deus acima disso tudo, que poderá pedir contas a todos os envolvidos.