1 - O silêncio
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Ouve, filho meu, o silêncio.
É um silêncio ondulado,
um silêncio,
onde ecos e vales escorregam
e que inclina as frontes
para o chão.
2 – Malaguenha
A morte
entra e sai
da taberna.
Passam cavalos negros
gente sinistra
pelos fundos caminhos
da guitarra.
E há uma cheiro de sal
e de sangue de fêmea
nos nardos febris
das areias.
A morte
entra e sai
e sai e entra
a morte
da taberna.
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F. García Lorca
(traduzido por Dora Ferreira da Silva)
26/04/2007
Dois poemas de Lorca
PoetasAfins · publicado originalmente em 26/04/2007
08:15 — Escrito em PoetasAfins | Comentários registrados no original: 0 | Tags: Lorca morte malaguenha silêncio