
Era um terreno baldio, era noite.
Alguém acendeu a sala da casa próxima
e conciso, o clarão veio surpreender uma égua que aleitava sua cria.
O ouro da lâmpada
No verde de humildes arbustos,
Nos flancos brilhantes,
O silencioso latejar do sangue
à mercê das sombras e da luz.
José Paulo Moreira da Fonseca
em A tempestade e outros poemas de 1956
07/06/2007
Noturno
PoetasAfins · publicado originalmente em 07/06/2007
05:00 — Escrito em PoetasAfins | Comentários registrados no original: 0 | Tags: noturno bucólico égua lamparina