Nas boas famílias, há sempre uma negrinha que cuida do bebê chegante. É
ainda o velho costume da senzala. Os negros ainda trazem a marca do
açoite. Na pele e na alma. Vocifere aí uma tese marxista-dialética
sobre a exploração do homem. Uma veemente revolta contra a eterna
desumanização humana. Eu, do meu lado, comendo minha maçã com cinco
dedos, vejo um ardil dos negros nessa história. Entram em nossas casas,
cuidam de nosso bem mais precioso, comem nossa comida, estudam às
nossas expensas e não pagam nada. Depois, conquistaram um meio digno de
vida. Penso que é preciso ver tudo com dois olhos, há sempre uma mão
que harmoniza o mundo. Quanto mais barbarizarmos o convívio fraterno,
mais teremos de servir de cobaias para a readaptação da espécie.
12/09/2007
A Negrinha e a Tese de História
06:50 — Escrito em Tese | Comentários registrados no original: 1 | Tags: Negra história maternidade
