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E leia a tradução:
Li T'ai-Po
(Tradução de Augusto de Campos via Ezra Pound)
Pelo Portão do Norte sopra o vento carregado de areia,
Solitário desde a origem do tempo até agora!
Árvores caem, no outono a relva amarelece.
Galgo torres e torres
para vigiar a terra bárbara:
Desolado castelo, o céu, o amplo deserto.
Nenhum muro de pé sobre esta aldeia.
Ossos alvos com milhares de geadas,
Altas pilhas, cobertas de árvores e grama;
Quem fez com que isto acontecesse?
Quem trouxe a cólera imperial flamante?
Quem trouxe o exército com tambores e tímbales?
Bárbaros reis.
De uma primavera suave a um outono de saque e sangue,
trezentos e sessenta mil,
E tristeza, tristeza como chuva.
Tristeza para ir, tristeza no regresso.
Desolados, desolados campos,
E nenhuma criança de campanha sobre eles,
Não mais os homens para a ofensa e a defesa.
Ah! Como sabereis de toda esta tristeza
no Portão do Norte,
Com o nome de Rihaku (*) esquecido
E nós, guardiães, pasto dos tigres?
(*) Rihaku, nome japonês de Li T'ai-Po
a fonte esta em
Sérgio Pinheiro