Na era das redes sociais não há mais aquele limite tênue entre o constrangimento de expor a intimidade e o exibicionismo autoafirmativo. Postar fotos pelada no espelho é o exemplo clássico. Deixem-me postar uma foto pelado no espelho! Alguns podem gostar (rsrs).
Sonhei um sonho extremamente instrutivo do ponto de vista da interpretação dos sonhos. Se as pessoas pudessem registrar seus sonhos saberiam muito de si mesmas. Não, claro, no sentido freudiano que, graças a Deus, já foi bem superado, mas no sentido do bom senso mesmo, de olhar para aspectos pouco observados de sua natureza psicológica.
Sonhei que estava em um apartamento de cobertura observando o céu. Identifiquei o rastro de nuvens no céu, como se um avião terminasse de passar por ali. Logo em seguida, vi fortes nuvens marrons se formando, como se uma chuva forte estivesse para acontecer. Depois, essas nuvens foram ganhando contornos figurativos. Um cavalo, uma parelha de cavalos, um pelotão, toda uma tropa desfilando firmemente, como se estivessem demonstrando determinação e poder. Eram criaturas que me pareceram enormes, inteiramente marrons, marchando firmemente, entre armas e tanques. “Levem-me ao seu líder”, não era necessário. Eles sabiam aonde ir. Havia um lago (tipo o Paranuá) e, ao invés de contorná-lo, todo o exército adentrou a água como se estivesse ainda em solo e continuaram marchando, com armas e tanques, semissubmersos até ultrapassar toda a água. Eu corri para avisar a... Dilma, claro. O rapaz não me deixou entrar, embora me conhecesse. Ela já havia saído. Entrei pela porta e ela ainda estava no carro. Abriu a porta e, depois de uma conversa que não lembro, tivemos este diálogo curioso:
-
Que vais fazer? Perguntei.
-
Vou reunir o exército e matar todo mundo, respondeu ela, evidentemente zoando!
Eu perguntei alguma coisa e ela respondeu:
- Porque eles digerem - você percebeu?
Ela queria dizer que eles digerem os alimentos completamente, não produziam resíduos.
Provavelmente esse povo fez algum acordo diplomático e permaneceu no país.
Encontrei alguns jovens deles. Eram como os meninos que gostam de Rock ou os Black Blocs: honestos, alegres, críticos, zoeiros, participativos e fraternos... Mexiam com as meninas da terra, achavam curioso ver como elas eram envergonhadas, mas não tinham pena delas porque eram mais burras. Acho que não entendiam dessa maneira, entendiam apenas que elas eram diferentes, como eram diferentes as espécies que conheciam. Não tentavam compará-las aos meninos.
Eles tinham outra coisa importante: conseguiam curar deficiência. Deve ter sido um pesadelo para a “Indústria da Morte”. Curavam pessoas tetraplégicas, em processos lentos, mas constantes. Entretanto, influíam na cultura e o homem foi produzindo nova arquitetura, nova música, novos espaços de lazer (que incluíssem água, pois eles interagiam com a água como se estivessem em solo).
E, ao final, eu senti a nostalgia do tempo em que éramos apenas humanos.
Bom. Vocês perceberam como o sonho se deu. Partiu de uma observada no céu. Imediatamente a “mente” perguntou: o que tu queres olhando para o céu? E descobriu logo, chafurdando o HD da memória da pessoa que vos fala, que era... “óvni”. Então, produziu... “óvni”. Um cavalo, dois cavalos, um pelotão, um exército... um propósito para o exército. Incluiu o sonho megalomaníaco deste que vos fala (necessidade de auto afirmação, sempre oportuna para dar prazer ao egozinho do cara): conversar diretamente com o/a (não to zoando!) presidente. O resto é história: uma coisa bonita de fazer (curar deficiências); meninos legais...
A “mente” ou o “mundo interior”, como traduz o tio Skinner, não gosta de vagabundagem. Não fica parada, enquanto você, vagabundo, dorme. Ela trabalha. Continua trabalhando. E inventando coisas, com base na tua história de vida, teus desejos, teus valores, etc. Nosso mundo interior também é rico, se soubermos enriquecer nosso mundo exterior.
Bons sonhos!