22/09/2009

César morreu há 2.052 anos e 192 dias

Crônica · publicado em 22/09/2009

César, há muito, espera meu “acidente” (bala, moto ou vício). Como se resolverá isso? Quando esta noite findará?

Kai su, teknon?

Rosh Hashaná.

Todo dia é ano novo. O sol, César, séculos e séculos, silenciosamente, aquecendo nosso abandono. Que inventamos? A vergonha, a violência, a inutilidade das mulheres, as sociedades secretas dos homens. Poderíamos ter inventado a alegria, a equidade, a justiça, a benevolência, a verdade, a fraternidade, o elogio da maternidade.

Inventamos a nanotecnologia e esquecemos as lombrigas dos ribeirinhos. Criamos ribeirinhos para nossa alimentação. Rapazes da Febem para servir aos deputados e velhos de São Paulo...

Criamos Fausto e precisamos beijar a cruz para ser aceito na sociedade dos homens...

Crítica da cultura.

Quem está feliz não critica, canta.

Gorjeia no Twitter.

A pureza de Cristo é mais revolucionária que todos os trotskistas do PCO.

O cristo das igrejas é um cristo vestido, vendido, falso, ensanguentado - apenas um mecanismo de dominação ideológica.

A verdadeira luta não é mais enfrentar os leões nas arenas de Roma.

Agora, a luta é enfrentar os processos de dominação que embrutecem e estagnam.

A linha Spartacus é se fazer odiado pela classe dirigente.

A linha Cristo é se fazer amado pela classe dirigida.

Fazemos nossa escolha todos os dias.

Escrito em Crônica | Tags: Cristo Spartacus crítica da cultura