1 - Um velho e um jovem foram roubar um banco. Quando chegaram lá, o velho disse aos funcionários: “fiquem abaixados e não façam nada; o dinheiro é dos banqueiros e não de vocês, mas a vida é de vocês e não dos banqueiros.”
Ele se comportou, curiosamente, com um princípio de moralidade, ao usar argumento no lugar da força. Era um ladrão menos imoral.
2 - Quando chegaram em casa, o jovem queria contar o dinheiro. O velho, que já havia vivido mais contingências, disse apenas que a televisão informaria o valor do roubo.
O velho viveu mais contingência e aprendeu com elas.
3 - Os gerentes do banco se reuniram para calcular o prejuízo do roubo e decidiram acrescentar mais 10 milhões na informação para a TV, de modo a incluir o mesmo valor que eles mesmo já haviam roubado antes.
Embora, eles usassem também as contingências a seu favor, eram ladrões sem moral.
4 - Os donos do banco decidiram lançar o total informado do roubo na contabilidade de modo a descontar no imposto do governo e não ficar no prejuízo.
Eles utilizaram as leis contábeis válidas para justificar uma moral condenável.
5 - O governo precisou aumentar impostos para cobrir essa perda de arrecadação e toda a população pagou pelos três roubos ao banco.
A ética do governo é, no ideal, utilitarista (pensa na maioria), embora saibamos que seus membros tenham moral duvidosa.