Quem te viu, pequenina flor de Oliveira
amedrontada e obediente
servir a mesa dos escribas judeus
ainda assim silenciar diante do sinédrio o nome do pai
lactar faminta na escuridão de um estábulo
chorar quando teu filho bastardo sofria a maldição do Cherem
nem supunha que teu perfume emprenharia o mundo inteiro
nem supunha que teu branco leite alimentaria um cordeiro.
26/09/2026
Pequenina flor de Oliveira
PoesiasEletivas · publicado em 26/09/2026
Escrito em PoesiasEletivas | Tags: poesia digital maternidade