Cada pedaço de carne é uma espécie de fábrica,
moinhos e lagares de sangue.
Tubulações, altos fornos, cubas vizinhos de martelos
pilões, coxins de graxa.
O vapor jorra, fervente. Fogos sombrios ou claros encarnam-se.
Sarjetas a céu aberto carreiam escórias e fel.
E lentamente, à noite, à morte, todas essas coisas
se resfriam.
Breve, se não a ferrugem, pelo menos outras reações
químicas se produzem, liberando odores pestilenciais.
(Trad:
Júlio
Castañon Guimarãe
19/09/2026
O PEDAÇO DE CARNE
Afins_Francis Ponge · publicado em 19/09/2026
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