Tua morte não pára de acontecer
de se acabar.
Não
só
tua morte.
morta
estás.
não há nada a dizer.
e o que?
inútil.
Inútil o irreal do passado
tempo inqualificável.
Mas tua morte em mim progride
lenta
incompreensivelmente.
Continuo acordando em tua voz
tua mão
teu cheiro.
Continuo a dizer teu nome
teu nome em mim
como se estivesses.
Como se amorte tivesse gelado apenas a ponta de teus dedos apenas tivesse jogado uma camada de silêncio sobre nós
tivesse parado diante de uma porta.
Eu atrás
incrédulo.
Tradução: Inês Oseki-Dépré