De restos de poemas faço estas frases, de cores tornadas indiferentes. de dias turvos.
Em toda lembrança se perdem as cores, aqui és clara ou sombria, é tudo com que a minha linguagem pode variar.
Interiormente tu me confinas às tuas fotografias.
Tuas cores me escapam uma pela outra. como tuas frases.
Sestas sépias.
Um pedaço de papel branco guarda sua claridade de um céu em que o branco se lavou de cinza, tendo deslizado no sal. esse céu mais luminoso do que o papel.
Em um sentido entretanto ele tinha sido mais sombrio.
Teu corpo assim. tirando toda luz dos meus olhares.
Mas seria correto dizer que minha vista está falhando?
Tradução: Inês Oseki-Dépré