19/09/2026

ARIEL

Afins_Sylvia Plath · publicado em 19/09/2026

Estancamento
no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.
Leoa
do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco
Afunda
e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.
Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...
Negro,
doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo
Me
arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.
E
então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança
Escorre
pela parede.
E eu
Sou a flexa,
O
orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho
Vermelho,
caldeirão da manhã.

Tradução: de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César

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