Perdido em pensamentos o lavrador passeia sob a chuva por seus campos vazios, mãos nos bolsos, na cabeça a colheita já plantada. Um vento frio vem encrespar a água entre as ervas tostadas. Por toda parte o mundo rola friorento para longe: negros pomares escurecidos pelas nuvens de março - deixando espaço livre aos pensamentos. Lá embaixo, além da galharia rente ao carreiro encharcado de chuva assoma a figura artista do lavrador - compondo - antagonista
Tradução: José Paulo Paes